Uni, duni, tê, salamê, minguê...

Uni, duni, tê, salamê, minguê...
Materiais a partir de textos da tradição oral

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Brochura


Oi, gente!
Esse post é só para fazer uma notinha sobre a brochura “Quem os desmafagafizar, bom desmafagafizador será: textos da tradição oral na alfabetização”. Além de ter sido distribuída em diversos contextos, especialmente no curso de Especialização em Educação Infantil da Faced/UFBa, que abrange os municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Senhor do Bonfim, Itaberaba e Serrinha, a brochura foi também adotada pelo projeto Educação Cidadã nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), que é uma parceria entre a UNEB, a SECULT e a ONG Pierre Bourdieu. Nesse  contexto, as brochuras foram distribuídas aos 350 professores participantes, como material do Módulo 5, de Letramento e Alfabetização.

É isso, gente! Fico feliz de ter minha pequena publicação circulando entre tantos professores e queria compartilhar isso aqui com vocês.

Para quem não viu, a brochura está disponível para download aqui no blog, em um post mais abaixo ou na coluna do lado direito da página, clicando na capa. 

Beijos,
Lica

sábado, 15 de outubro de 2011

Dica de Livros

Recentemente compramos dois livros aqui pra casa... Não sei são meus, de Zé ou de Joaquim. Oras são dele, oras meus, oras do papi mesmo... Todos nós gostamos e estamos pensando em coisinhas para eles... Joaquim em pedir para lê-los sempre, Zé em fazê-los presentes em suas patacoadas e contações e eu...bem, eu adoro lê-los, achar o modo mais legal de ler, experimentar leituras... e eles já me deram mil ideias de mil coisinhas, desdobramentos, inclusive das caixinhas de livros. Com um pensei de fazer um jogo de trilha, com o outro estou ainda matutando...

Certo é que quero indicar esses dois livros aqui hoje, para quem não os conhece ainda. Vale a pena! O primeiro chama-se "Qual o sabor da lua?", de  Michael Grejniec, da Brinque-Book. Ouvi essa história uma vez em um sarau; uma contadora de histórias a contou de um jeito tão lindo, com caixas de tudo quanto é tamanho e cor... Depois, esqueci... Adorei ter agora encontrado o livro. Joaquim a-do-ra!


Trata-se de uma história em que os animais querem saber que sabor a lua tem e, numa tentativa de cooperarem para alcançá-la, vão subindo uns em cima dos outros...mas a lua sempre sobe mais um pouquinho... até que...
          ...e o sabor que a lua tem depende do ponto de vista de cada um... Nessa hora é legal, pois podemos inclusive brincar de completar a história, imaginando o sabor que a lua teria para cada animal. 
Trata-se de uma história com estrutura de repetição, muito interessante para os pequenos e para a alfabetização também. A estrutura favorece a recomposição da narrativa, o reconto, a memorização. 

O outro livro é "O que tirou o sono dos animais?", de Maranke Rinck, uma autora holandesa. Também é da Brinque-Book.  Os bichos querem descobrir o que os acordou com um barulho no meio da noite. Também nessa história o que acham que tirou o sono deles depende do ponto de vista de cada um, já que veem apenas uma parte, de sua perspectiva, e nunca o todo. Quando o "todo" se apresenta: uma surpresa!!!


As ilustrações do livro são lindas, um show! O ilustrador, também holandês, chama-se Martijn van der Linden. Maravilhoso, parece tecido. Vejam!


É isso, minha gente! Atendendo a pedidos, volto a indicar livros... Espero que gostem desses.

E aguardem que esses terão suas caixinhas! A do Qual o sabor da lua? já está sendo produzida...

Lica

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Faltando Vogais

FALTANDO VOGAIS




O jogo Faltando Vogais é, em sua forma, uma variante do material Faltando Letras, pois se apresenta como fichas com uma figura e quadradinhos para cada letra da palavra que corresponde à figura. Entretanto, na ficha aparecem apenas as consoantes da palavra, os jogadores terão que preencher as vogais de acordo com o lance no dado de vogais. O jogo compõe-se das fichas de palavras, do dado de vogais (contendo as cinco vogais gráficas e uma face neutra, com uma figura ou sem nada) e fichinhas com as letras móveis (vogais) para preencher as lacunas. 



 Esse jogo visa promover a reflexão sobre a escrita de palavras, valendo-se, sobretudo, de uma análise fonológica das vogais que aparecem em suas sílabas. Cada jogador terá que refletir sobre os sons das palavras que ele retirar para si, para poder encaixar as letras nas lacunas das fichas. Para tal, deverá se concentrar nos sons orais, vocálicos, analisar o som das vogais nas sílabas das palavras. O jogo trabalha, assim, a consciência fonológica de sílabas (pois chama a atenção para a segmentação silábica) e dos fonemas orais (pois foca a atenção nas vogais que são o núcleo dessas sílabas). Nesse sentido, o jogo não se destina a quem já sabe escrever alfabeticamente, ou está perto disso, pois para esses não se constituiria, para esses, em um desafio. É muito interessante para crianças que estão pensando a escrita a partir de uma hipótese silábica, seja grafando prioritariamente as vogais ou também as consoantes de uma sílaba. É especialmente produtivo para aquelas que estão ainda começando a considerar o valor sonoro das letras em sua grafia das letras para cada sílaba. Ou seja, é um jogo muito legal para o iniciozinho da fonetização da escrita. Ao fazerem o esforço para perceber os sons orais que compõem a palavra, as crianças precisam os isolar e segmentar e, além disso, veem ali na ficha as outras letras que compõem a palavra, o que os provoca a todo o momento a refletirem sobre os outros sons (os fonemas consonantais) presentes naquela pronúncia, sendo desafiados em suas hipóteses.

A finalidade do jogo é completar um número dado de cartelas de palavras; quem o fizer primeiro, ganha o jogo. Para jogar, é preciso combinar de antemão o que a face em branco do dado (ou com algum desenho ou símbolo) vai valer. Quando essa face cai para um jogador, ou ele perde a vez de jogar ou pode escolher a fichinha de letra que precisa na mesa. É só definir de antemão a regra e essa passa a valer naquela partida.  


 REGRAS DO JOGO: 

Estipular a quantidade de fichas a serem preenchidas para ganhar o jogo (ex. 5 fichas), bem como o valor da face vazia do dado (perder a vez, repetir ou pegar a letra que precisa).
Viram-se as fichas de palavras de cabeça para baixo e as fichinhas de letras devem ser espalhadas na mesa, viradas para cima.
Os jogadores pegam aleatoriamente uma ficha, sem ver, sem escolher. Escolhe-se, então, por qualquer método, o jogador que iniciará e o sentido do jogo. O jogador da vez joga o dado e pega na mesa uma das fichas de letras com a vogal que foi indicada na face do dado. O jogador deverá confirmar se a letra preenche a lacuna vazia ou não. Os outros jogadores podem ajudar a avaliar se está correto ou a encontrar a correta, numa variante colaborativa do jogo.
O objetivo de cada rodada é completar uma das lacunas da palavra com a letra que for indicada no lance do dado. O dado deve ser lançado apenas uma vez por cada jogador, em cada rodada. Se a letra indicada no dado aparece mais de uma vez na palavra de sua ficha, ainda assim o jogador só poderá pegar uma ficha de vogal naquela rodada.
Se a vogal indicada no dado não servir para a palavra de sua ficha, o jogador deve pegá-la, mesmo assim, na mesa. Não a utilizando, o jogador a retém, podendo utilizá-la em outras rodadas, para preencher outras cartelas de palavras. Se a vogal retida serve para a palavra de sua próxima cartela, ele a preenche tão logo retirar a nova cartela, começando, assim, já em vantagem.
O jogador só poderá pegar outra ficha de palavras quando completar a que está em suas mãos. Quando completar uma, pega outra, até preencher corretamente (segundo o julgamento da mesa) o número de fichas estipulado de antemão (ex. 6 cartelas), ganhando o jogo aquele que completar essa meto primeiro. O jogo pode continuar e constituir o segundo, terceiro lugares...
Os jogadores podem ajudar uns aos outros na reflexão sobre as vogais que compõem a palavra da ficha de cada um. 

O número de fichas a preencher para ganhar o jogo pode ser adaptado à quantidade de fichas do kit e a quantidade de jogadores. O Faltando Vogais mostrado aqui é o de 4 letras, mas é bacana também o de 6 letras (com palavras com três sílabas canônicas: CV, consoante + vogal). Para o jogo de 4 letras cindo ou seis fichas é um bom número, para o de 6 letras, deve ser estipuladas menos fichas como limite, mas isso é muito relativo. Cada professor pode avaliar e experimentar o número de fichas que é bom para sua proposta, pois depende do nível das crianças, do ritmo do jogo, do número de jogadores. O número ideal de jogadores é de quatro, mas, pode ser menos ou mais, dependendo do número de cartelas disponíveis e do dinamismo do jogo.

Errar ou acertar as vogais pode ser uma variável importante no resultado: cada um tem que preencher corretamente, só podendo passar adiante se acertar – nesse caso o professor tem que estar atento, por perto, para legitimar as discussões dos jogadores sobre estarem ou não corretas as palavras. Mas, por outro lado, o erro ou acerto pode não ser uma variável importante no resultado, mas sim a sorte do dado, os jogadores podendo então ajudar uns aos outros na reflexão sobre as vogais que compõem a palavra da cartela de cada um. Essa variante colaborativa parece mais interessante e produtiva, a outra versão implica em competição em relação ao saber de cada um.
Durante o jogo, os jogadores podem tirar dúvidas com a professora - que é diferente de ela dar as respostas. O professor não precisa corrigir casos de escrita de I e U no lugar de E e O quando essas as letras têm o som /i/ e /u/. O uso das letras I e U no lugar de E e O átonas no final de palavras (Ex.: RATU para RATO ou BULI para BULE) não deve, de início, ser considerado erro e, caso o grupo não questione, pode ser aceito, já que, nesse momento inicial o importante é garantir a observação e consideração do som das vogais. A questão da ortografia virá num momento posterior. Como no momento o que importa é considerarem os sons que aparecem nas palavras, não é ainda um problema se usam a letra que representa foneticamente aquele som e não a letra que ortograficamente corresponde àquela grafia. É importante observar que o jogo é para trabalhar a relação entre sons e letras, ainda não sendo o foco, no nível de reflexão das crianças nesse momento, pensar sobre as dificuldades ortográficas de modo mais sistemático. 

Entretanto, como existem algumas palavras de uso frequente no jogo, pode ocorrer de questionarem a escrita de RATU, por exemplo, e aí sim, o som de /u/ da letra O (ou de /i/ da letra E) pode ser problematizado, explicado e considerado no jogo. Nesse momento, os jogadores podem ser informados que apesar do som de /u/ (ou/i/), essa palavra se escreve com O (ou E). O que, de início, de todo modo, não assegura que generalizem esse uso para outras palavras terminadas em O átono (ou E). Aos poucos a professor pode ir ajudando-os a generalizar e a corrigir eventuais situações de hipercorreção (Ex.: achar que caju se escreve com O), trazendo, aos poucos, informações relativas à tonicidade das palavras.
O mesmo ocorre para o uso dessas letras, I e U, em outras posições nas palavras, como CO de coruja, por exemplo, ou ME de menino. Não se deve enfatizar o som /co/ da sílaba (ou /me/) ao pronunciar a palavra, para explicar sua grafia, ou informar erroneamente que o certo é falar /koruja/ em vez de /kuruja/ (ou /menino/ em vez de /mininu/, pois essa pronúncia depende da variedade linguística, todas legítimas. Não devemos confundir escrita correta com a fala, que pode ser expressa de modo diverso. A escrita não é espelho da fala. Se não, pronunciaríamos /Rato/ e não /Ratu/, como é o caso. Essa é uma questão muito importante de se considerar, quando trabalhamos com a reflexão fonológica em presença da escrita.
               
FALTANDO CONSOANTES: variante do jogo
Como o seu grupo estava mais adiantando na reflexão sobre os sons presentes nas palavras, a professora Lilian Evaristo, de São Paulo – que sempre está por aqui no blog e confeccionando e usando muitos materiais – adaptou o jogo Faltando Vogais e propôs a seu grupo o Faltando Consoantes. Usando as mesmas fichas de palavras e a mesma lógica, colocou as vogais nas fichas, em vez das consoantes, aumentando bastante o desafio. 

O desafio aí é tentar perceber os sons consonantais presentes nas palavras para preencher as lacunas. Muito interessante como proposta para aqueles que já conseguem perceber bem os sons vocálicos das palavras, os relacionando às vogais-letras. Os fonemas consonantais são mais difíceis de serem percebidos e isolados na fala, especialmente alguns (como os oclusivos), e é na presença das palavras - em suas junções com as vogais, nas palavras diferentes que as trocas entre eles produzem - que se tornam mais observáveis. Assim, é uma variante muito interessante de reflexão fonológica sobre sílabas e fonemas, em presença da escrita. Valeu, Lilian!!! 
Para jogar o Faltando Consoantes, o dado não seria possível, então, Lilian teve uma ideia muito bacana e fez uma roleta com as consoantes.
O jogo funciona do mesmo jeito, só que cada jogador roda a roleta e vê se a letra lhe serve. Lógico que aí há uma demora maior para preencher a ficha, pois em vez de 6 possibilidades, ele terá 18 (não considerando o K, W e o Y). Nesse caso, eu sugiro que cada um pegue, por vez, mais de uma ficha de palavras: duas, de início, ou até três.
          

Obrigada a Lilian pela sugestão muito interessante. Sendo assim, temos duas possibilidades de jogo (jogo mesmo), com a estrutura do material Faltando Letras, que, como vocês já viram nos posts e fotos, está presente em várias situações, apenas para serem preenchidos, não necessariamente como jogo.

É isso, gente,
Espero ter atendido aos pedidos de alguns de vocês que queriam saber mais detalhes sobre o Faltando Vogais. Esse é um jogo aparentemente bem simples, capaz até de passar meio despercebido por alguns, mas que todas as professoras que o utilizam em suas salas relatam que é muito bom para a reflexão das crianças sobre a escrita e seus avanços. Experimentem!
Lica

sábado, 24 de setembro de 2011

Versão Digital da Brochura

Como prometido, eis a versão digital da minha brochura “Quem os desmafagafizar, bom desmafagafizador será: textos da tradição oral na alfabetização”. Confiram abaixo. Para quem não teve a oportunidade de acesso à brochura impressa, agora pode lê-la, baixá-la e até imprimir se quiser. Está disponível para download ou embed (para poder ser postada em outros blogs) no slideshare: http://www.slideshare.net/Licaraujo/textos-da-tradio-oral-na-alfabetizao

Ou clique no título  abaixo para redirecionar.

Embora já traga coisinhas interessantes para a discussão sobre os textos da tradição oral na alfabetização, trata-se de uma compilação de textos que eu costumava usar em minhas aulas e oficinas, apresentando algumas características de alguns desses gêneros, algumas propostas de atividades para diferentes níveis no domínio da leitura e escrita. Textos que agora se apresentam organizados nessa publicação. Ciente, no entanto, das limitações da brochura, das possibilidades de aprofundamento, e calcada no desejo de explorar mais essa discussão, estou, como já anunciei, organizando um livro – eu e Mary Arapiraca – muito mais completo, sobre o tema, inclusive com a inclusão de fotos e apresentação dos materiais que passeiam nas oficinas e aqui no blog. Aguardem!

Outra coisa, essa brochura digital é uma versão mais uma vez revisada, assim quem já tem a versão impressa anterior a essa, pode também ter acesso às correções. Ainda que tenha passado por várias leituras e por revisões sucessivas, sempre apareciam errinhos, coisinhas de desatenção, de digitação, releituras apressadas, ou por escorregos na formatação. Mesmo depois de rodada, ou justamente depois disso, o que passava despercebido, mostrava as caras, gritando. Assim, fomos revisando de novo e de novo e, enfim, chegamos a essa versão – que ainda assim pode ter sacis dando língua. Sim, pois vou contar um segredo para vocês: na verdade, por mais que a gente revise, o saci vem e embaralha tudo... é culpa dele, como bem nos alertou Lobato: 

Erro Tipográfico 
A luta contra o erro tipográfico tem algo de homérico. Durante a revisão os erros se escondem, fazem-se positivamente invisíveis. Mas, assim que o livro sai, tornam-se visibilíssimos, verdadeiros sacis a nos botar a língua em todas as páginas. Trata-se de um mistério que a ciência ainda não conseguiu decifrar. 
Monteiro Lobato 

Essas palavrinhas de Lobato aliviam um pouco para nós autores, redatores, revisores, editores... Para quem escreve, lê, monta, formata, organiza ou de alguma outra forma, labuta com os livros, é bom saber: de madrugada os sacis mexem em tudo e, como diz Thiago Freitas, talvez já tenham mexido lá e nesse escrito aqui também. Vejam um artigo divertido de Thiago sobre isso em: 


Ah, o lançamento oficial da brochura continuará sendo no dia 30/11/2011, no ELEGE, conforme informado.

É isso, minha gente, espero que gostem... 
Lica

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Dica de Livro

Desmontando Palavras

A coleção Desmontando, da FDT, apresenta quatro títulos da autora e ilustradora Renata Bueno, que valem a pena conhecer e explorar no contexto da alfabetização. Na verdade, propõe jogos de palavras que podem ser mais bem aproveitados pelas crianças que já têm certo domínio da leitura e escrita, ou ao menos bem próximas da alfabetização. A coleção propõe desmontar e remontar palavras, juntar e separar pedacinhos, criar novas palavras... E as ilustrações vêm junto: riscos, rabiscos, colagens, papeizinhos coloridos, montagens e desmontagens.

São textos simples, com um estilo que reaparece em cada livro. Tem o “Desmontando o tatu”, “Desmontando o boto”, “Desmontando a arara” e “Desmontando a anta”. 



Seguem abaixo os textinhos, mas os livros trazem ilustrações muito bacanas – Renata é artista plástica – e os jogos de palavras são mais ricos quando associados ao projeto gráfico, inclusive o tratamento dado às letras. Ou seja, o rico é trabalhar com os livros mesmo, não com os textos apenas, deslocados de seu contexto. 


Eis, para mostrar isso, uma página do "Desmontando a arara":


Dito isto, vamos aos textos, só para dar uma ideia:

Desmontando o tatu

O TATU
Juntando com TATU
TATUagem
TATUrana
Disfarçando um TATU
PascoaTATU
NaTAlTU
Numa linha e...
TATUdo acabado.

Desmontando o boto

O BOTO
Um BOTO bem grandão pode ser
Um BOTãO
Um BOTO bem pequenininho
Pode ser um BOTinhO
A mulher do BOTO
Será que é a BOTa?
Com LO no meio vira BOloTA
Numa linha um BOTO passarinho
BOTOu as asas na linha e voou, voou...

Desmontando a anta

A ANTA
Colocando PL antes da ANTA: plANTA
Colocando M antes da ANTA: mANTA
Muita ANTA cANTA
Uma ANTA só se finge de sANTA
Numa linha uma ANTA congela a linha e...
Chega lá na ANTÁrtica

Desmontando a arara

A ARARA
Outra ARARA
Juntando com ARARA
ARARAquara
Cortando ARA da ARARA: AR
Sem A, a ARARA fica RARA.
Numa linha uma ARARA torce a linha e...
EmbalhARARA

Todos os quatro livrinhos trazem ainda, no final, uma definição divertida de quem é cada bicho, escrita por Luis Camargo.

A partir desses livros, desses jogos com as palavras, dá para brincar de desmontar novos bichos - novas palavras e novos desenhos -, remontar, achar palavras dentro de palavras, montar novas com a supressão ou acréscimo de letras ou partes de palavras, com deslocamentos de letras para lá e para cá, e fazer belas colagens com papéis, tecidos, e rabiscos. Bem divertido!

Quem quiser conferir outros projetos da autora, vá em www.gaiolaestudio.com.br.
É isso, essa é a dica que tenho hoje.
Lica

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mais uma oficina aberta a todos

Parece que as vagas estão esgotadas também, gente!
A carga horária mudou, será também de 4h, já corrigi abaixo, e não de 8h. Mas aguardem, em breve prometo uma oficina com carga horária maior.


Olá, gente!
Para os que não conseguiram vaga na Oficina no Elege, não desanimem. Há outra chance e, dessa vez, a Oficina terá uma carga horária maior, 8h. Trata-se da Jornada Pedagógica do Departamento de Educação da UNEB, que acontecerá de 06 a 08 de outubro. 

Minha oficina será na sexta-feira, dia 07/10, de 08:o0h às 12:o0. Chama-se "Jogos e materiais para alfabetização em contexto de letramento literário" e será mais ou menos como a do Elege, sobre literatura e alfabetização, uma oficina para discutir, jogar, brincar.


Confiram informações sobre o evento, a programação completa e inscrições em http://www.jornadadedc1uneb.blogspot.com/. A inscrição para participação no evento é gratuita! 

Aproveitem!!!

Lica

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Oficina e lançamento da Brochura


Inscrições na oficina encerradas!!! Limite de vagas acabou! Mas quem quiser se inscrever no evento e aparecer no lançamento da brochura, ainda há tempo!


Oi, gente,

Finalmente um anúncio de oficina aberta ao público em geral. Embora curtinha, espero que seja proveitosa! 

Para os que estão em Salvador ou próximos, divulgo aqui o evento do Geling, grupo de estudos da Faculdade de Educação da UFBa, do qual faço parte como doutoranda da pós-graduação em Educação, de 28 de setembro a 01 de outubro de 2011. Trata-se do II Elege, Encontro de Leitura e Escrita do Geling, cujo tema este ano será: Janela da Alma – o que dizem teus olhos.


Confiram as informações sobre o evento em http://www.elege.ufba.br. As inscrições  estão abertas! E são gratuitas! Ao se inscrever no evento, vocês escolhem as oficinas, dentre as quais, lá estará a minha. Quem tiver interesse, fique ligado! 


Vou propor, no evento, uma oficina de jogos e materiais, na qual iremos jogar, brincar, ler, escutar, montar, em várias dinâmicas com textos, livros e materiais a partir de gêneros da tradição oral, de narrativas infantis e poemas. A oficina intitula-se Literatura e Alfabetização: jogos e materiais para alfabetização e letramento literário, e será no dia 30/09, sexta-feira, das 14 às 17:30h. Inscrevam-se!

No final da tarde, às 17:30h da mesma sexta-feira, acontecerá o lançamento da brochura referida no post anterior, "...Quem os desmafagafizar, bom desmafagafizador será: textos da tradição oral na alfabetização", com uma programação especial e disponibilização das brochuras para os inscritos no evento. 

Participem! 
Lica

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Brochura

Textos da Tradição Oral na Alfabetização

Pessoal!
Ficou pronta a brochurinha de minha autoria que estamos publicando pela Edufba, a editora da Universidade Federal da Bahia, intitulada "...Quem os desmafagafizar, bom desmafagafizador será: textos da tradição oral na alfabetização". Ela será lançada no ELEGE - II Encontro de Leitura e Escrita do GELING, (http://www.elege.ufba.br/), no dia 30/09, às 17:30h, na FACED/UFBa, no Vale do Canela.


A brochura traz algumas discussões sobre os textos da tradição oral que se sabe de cor no processo de alfabetização, sem perder de vista a sua origem e natureza oral, bem como propõe algumas atividades e materiais a partir desses textos: parlendas, trava-línguas, cantigas, quadrinhas, ditados populares, adivinhas. O título e a ilustração da capa trazem o mafagafo, personagem de um trava-língua conhecido, fazendo referência aos desafios que lanço aos professores, em sua tarefa de alfabetizar em contexto de letramento, articulando, em diversos níveis, a oralidade e a escrita. 

A brochura é uma pequena compilação de textos que eu costumava usar e disponibilizar em minhas aulas e oficinas, agora apresentados organizados numa publicação. A ideia de publicar esse meu material foi de Mary Arapiraca, que organizou a brochura e deu a maior força para a sua publicação.

Esse passo nos deu a ideia de fazer um livro sobre o assunto, que já estamos começando a elaborar. O livro será mais completo, com o desenvolvimento de algumas discussões apenas esboçadas na presente brochura, e com mais ideias de atividades, materiais, jogos, bem como fotos do acervo de materiais que se refere aos textos desses gêneros. Será bem mais completo! A brochura, assim, é uma prévia do que será o nosso livro, e já dá para dar alguma ideia do que será e mostrar o rumo das discussões.

Estou contente com essa pequena publicação, que ajuda a divulgar mais o meu trabalho, o blog, os materiais. A brochura está sendo disponibilizada para alunos de alguns cursos ligados à Faced/UFBa e em outros contextos, como eventos – a exemplo do Proler de Araxá, do qual participei recentemente – escolas, faculdades particulares etc. E também aos participantes do II Elege, que acontecerá entre 28 de setembro e 1° de outubro.

Agradeço a Mary pelo empenho na organização, no levantamento de recursos para o projeto e nessa etapa de divulgação. Obrigada, querida...é mais um de nossos filhotes!

Quero agradecer também a Lícia Beltrão, pela inspiração em tudo o que diz respeito à leitura e escrita, a Ricardo Sans por viajar e imaginar a possível figura de um mafagafo para a capa, e a Álvaro pela revisão atenciosa. Agradeço também ao pessoal da Edufba que, além de fazer o seu trabalho, acolheu nossas demandas e reviravoltas com disponibilidade. Inclusive as peraltices do saci, que embaralhava as letras todas, mal terminadas as revisões.

Agradeço por fim a meu marido, Zé, ou Pinduca, como alguns de vocês o conhecem, especialmente pelas afinidades nas artes de educar e no educar pelas artes, belezas e riso; e ao meu filho, Joaquim, que me ensina todo dia sobre as coisas que outrora eu apenas ouvia dizer, observava assistematicamente, lia, estudava, em matéria de linguagem. Em tudo tem ele...desde ele.

É isso, gente! Fiz com carinho, espero que façam bom proveito.
Lica 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

E ainda mais O que tem nesta venda?...

Registro de experiência O que tem nesta venda?
Com o livro, as propostas e o Lince 

Ana Antunes, já presente aqui no blog em algumas ocasiões, parceira e, como a chamo, uma de minhas "testadoras de jogos", postou um relatório sobre o que experimentou com sua turma de alfabetização a partir do livro de Elias José sugerido aqui e o jogo do Lince. Fiquei muito contente de ler, de saber da repercussão do jogo na sala, das reações das crianças às propostas, do jogo criando vida entre as crianças.


E contente também de poder vê-la criando outras tantas propostas interessantes de trabalho com o livro, além das sugeridas por mim. O grupo fez um painel de rimas interessante, algumas atividades orais, outras escritas, leram e releram o livro...


Assim, compartilho com vocês o relatório de Ana, com suas observações de professora que está ali na sala com as crianças, o que é muito, muito rico para nossa apreciação dos materiais propostos aqui.

Vocês podem conferir o relatório completo no link: http://www.slideshare.net/AnaLuciaAntunes/registro-completo-o-que-tem-nesta-venda
Vão lá, leiam, comentem! E animem-se!

Além disso, confiram o livrinho que ela produziu a partir desse trabalho com sua turma em:
http://www.slideshare.net/AnaLuciaAntunes/livro-o-que-tem-na-venda-do-1-ano

Essa venda rende mesmo, heim?!
Inté mais,
Lica

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mais "O que tem nesta venda?"

Mais rimas, mais jogos, mais venda...

O livro de Elias José, O que tem nesta venda?, rendeu algumas possibilidades de material, além do Lince, como já insinuei em um post anterior. Não é preciso fazer TODAS as opções de jogos para uma mesma turma, mas vou mostrá-las, pois assim vocês ficam com uma ideia do leque de possibilidades, tanto para esse livro especificamente, quanto para outros livros, outros poemas... Afinal, são propostas que podem ser adaptadas para outros textos.

Esses foram os jogos que fiz desse poema: Bingo e Baralho de Rimas,  já citados quando postei sobre o Lince; Trilha de Rimas e Dominós de Rimas. Fiz jogos de exploração de rimas e de reconhecimento de palavras. 

O Bingo de Rimas funciona exatamente como o Bingo Fonológico já mostrado aqui em detalhes (ver posts anteriores sobre isso), só que, nesse caso aqui, ele é específico de rimas e não misturado com outros tipos unidades sonoras, como é o Bingo que mostrei antes. 


O kit é composto de 15 cartelas de Bingo, com as figuras representantes dos pares de rimas do livro, distribuídas de modo a não serem repetidas na mesma cartela (ex. sabonete e rabanete não aparecem na mesma cartela e assim por diante...).

As indicações são de outras palavras que não constam no poema, como: "Rima com sorvete" ou "Termina como chocolate".



O Baralho de Rimas é composto de cartas com as figuras que representam as palavras rimadas do poema e cartas com as próprias palavras, assim, pode tanto ser usado como baralho fonológico quanto como baralho de reconhecimento de palavras, da mesma forma que o Lince. 


Ele pode ser usado de várias formas:


Pode ser usado apenas para associar as figuras representantes dos pares de rimas do texto (jogo fonológico). Nesse caso tem que ser retirada a carta do caqui, que não tem par (que rima com "aqui", no texto).


Como jogo de reconhecimento de palavras, pode-se pedir que associem as figuras às palavras correspondentes. As cartas da figura e da palavra "caqui" podem entrar nesse jogo. 


Nessas opções de associação em que há palavras escritas, não é preciso usar todas as cartas. A depender do domínio de leitura do grupo ou de parte dele, pode-se pensar em diferentes modos de distribuir as cartas. Em uma mesa podem ser colocados apenas poucos pares embaralhados, para as crianças formarem os pares. Em outra, podem ser colocados mais.

Podemos ainda propor a associação de pares de palavras escritas que rimam (cartas com as palavras), analisando as palavras rimadas, suas diferenças e semelhanças, em especial aquelas referentes às rimas que trazem grafias diferentes (ex: cadarço/compasso). Também a carta com a palavra "caqui" deve ser excluída nesse caso, por não ter par.


Por fim, podemos propor um jogo de quartetos, cujo desafio é associar os dois pares de figuras e os dois de palavras, formando os conjuntos de rimas do jogo (duas figuras e duas palavras (sobra a carta do caqui). 


Veja ao lado o exemplo de um quarteto:


Quando falo "associar" significa embaralhar e procurar as cartas que vão juntas, juntando os pares. Mas essas mesmas propostas - pelo menos as de formar pares, seja de figura-figura, de figura-palavra ou de palavra-palavra - podem ser feitas a partir de um jogo como o Mico Preto e a Memória. 


Para o jogo do MICO, pode-se ter uma carta que corresponde ao Mico, que é a carta que sobra, que não forma par, que quem fica com ela no final do jogo, perde. A carta do caqui pode ser o Mico.  Mas pode jogar também sem Mico, apenas formando os pares e vence quem primeiro terminar as cartas. Lembrem que, no Mico, as cartas são distribuídas, formam-se os pares e, depois, um jogador vai puxando uma carta do outro para tentar formar novos pares. 


Para o jogo da MEMÓRIA de figuras e de palavras deve-se excluir a carta do caqui. Mas podemos deixá-las (a figura e a palavra) no jogo de associação de figura com a palavra.

Podemos ainda utilizar as cartas com as figuras de outros modos, como para fazer o jogo do intruso, colocando duas coisas que rimam e uma que não para indicarem o intruso, ou para comparar o tamanho dos nomes. Tira-se duas cartas com figuras de um monte, sem ver e tem que dizer qual a palavra maior. Ou seja, o baralho pode ser usado de várias maneiras diferentes.


O jogo Trilha de Rimas, por sua vez, é semelhante à Trilha que fiz para o poema Amanhã de Capparelli. 
 

Em cada casa do tabuleiro há as figuras de uma das rimas do livro. Joga-se com pinos de cores diferentes e um dado normal. Cada jogador, na sua vez, lança o dado e anda o número de casas indicadas pelo número na sua face. O jogador deverá dizer uma palavra que rime com a figura da casa em que parar seu pino. Não precisa ser a mesma rima do livro. Se não conseguir ou passa a vez ou volta ao começo. As casas com a venda indicam passar a vez ou voltar, na rodada seguinte, as casas indicadas pelo dado. Antes de começar o jogo, os jogadores devem decidir as regras. Vence o jogador que chegar primeiro ao final da trilha.

É interessante combinar que vale, na primeira rodada, ter que dizer a rima do livro e, a partir da segunda, ter que dizer uma outra, que não a do livro. Isso porque o rico do jogo é buscar novas rimas, não apenas as já previstas, aprendidas na leitura do poema.

Quanto ao dominó, fiz dois tipos de Dominó de Rimas, o dominó de figuras e o dominó de palavras que rimam. No primeiro caso, o jogo é fonológico, pois é preciso considerar as rimas das palavras representadas pelas figuras e associar, por exemplo, as figuras do rabanete e do sabonete, que são rimas do livro. É preciso enfatizar a natureza sonora do jogo para que não joguem associando apenas as figuras semelhantes (sabonete com sabonete, rabanete com rabanete).

O dominó de palavras exige, por sua vez, a comparação das escritas das palavras, observando-se, principalmente, a sua terminação. Para as crianças que já leem, a observação da rima se dá pela própria leitura das palavras; para os que ainda leem com certa dificuldade, podem comparar as grafias finais das palavras. De qualquer modo, é mais difícil jogar o jogo com as palavras escritas  do que com as figuras, principalmente quando ainda não se reconhece as palavras com rapidez.

É bom ressaltar que, para fazer um dominó que funcione, é preciso confeccioná-lo na estrutura de dominó mesmo, que envolve análise combinatória, progressão aritmética. O mais fácil é atribuir um número a cada par de rima (ex. 0 a sabonete/rabanete; 1 a ricota/torta; 2 a borracha/bolacha e assim por diante) e depois fazer todas as combinações, inclusive as "buchas". Assim, temos: 0 com 0, 0 com 1, 0 com 2, 0-3, 0-4...., depois, 1-1, 1-2... Lembrem que o par 1-2, por exemplo, no caso do dominó, é o mesmo que 2-1 e, portanto, não precisa repetir. Para compor as peças do jogo, é preciso considerar que cada número pode aparecer como uma ou outra rima. O ideal é equilibrar entre as duas rimas, por exemplo, o 1 sendo ora ricota, ora torta


De qualquer modo, para o jogo de fato fechar, seria preciso jogar valendo também juntar a palavra/figura com ela mesma (ex. rabanete com rabanete) e não apenas com sua rima (ex. rabanete com sabonete). Para ficar mais interessante, no entanto, pode-se propor juntar só as rimas e, quando não houver mais jeito, valer também juntar as palavras com elas mesmas. O que não pode é valer apenas juntar as palavras iguais, senão não é dominó de rimas. Outra alternativa interessante, que sana um pouco essa questão, é fazer o dominó com outras rimas (outras palavras/figuras com terminação em /ete/, /axa/, /ola/ etc) - que não as do livro, mas derivadas de atividades com ele - e, assim, não repetir uma mesma palavra/figura nas peças, apenas repetir as rimas. Complicado? É que dominó parece simples, mas tem uma estrutura...


Bom, gente. É isso. Acho que exploramos bastante o livro de Elias José, não é? E para além do poema, ficam propostas que podem caber para outros tantos textos rimados. 
Lica

sábado, 20 de agosto de 2011

PROLER

11° Proler em Araxá/MG
Gente,
Fui convidada a propor uma Oficina de Jogos e Materiais para Alfabetização no Proler de Araxá, em Minas, evento que acontece de 22 a 26/08, semana que vem. O tema do evento esse ano é "Leitura Literárias: sujeitos, linguagens e diversidade". 

Essa participação no Proler, evento ligado ao fomento da leitura e da literatura, caiu bem nesse momento em que estou ocupada em produzir mais materiais a partir de livros de literatura infantil e, mais recentemente, a partir da poesia, com os Arquivos Poéticos. 

Fico feliz de poder fazer parte da discussão sobre a importância da leitura literária e sobre as nuances de seus modos de acontecer na escola.

Vejam o cartaz:


Bom, esse post foi para dar notícia sobre as Oficinas e mostrar que não estou parada, apesar de estar dando um tempo nas oficinas mais longas, devido ao doutorado. 

Para quem mora aqui por perto, aguardem, estou elaborando um projetinho para oferecer, quando possível, uma Oficina de Literatura e Alfabetização, com muita fruição de textos, contações de história, provocações poéticas e produção de materiais. 

Enquanto não acontece, fiquem ligados(as) na programação do ELEGE, II Encontro de Leitura e Escrita do Geling, evento do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e Linguagem (GELING/CNPq), no qual devo propor uma oficina também. O evento acontecerá no final de setembro na Faced/UFBA e as inscrições já estão abertas, gratuitas (http://www.elege.ufba.br).

É isso... 
Inté,
Lica